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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Consumidor X Marca na Web

Nunca foi tão fácil entrar em contato com uma empresa quanto agora com a web 2.0.

Num ambiente colaborativo onde não se pode controlar quase nada, as pessoas tem acesso direto a milhares de clientes e potenciais clientes de uma empresa, e isso  faz com que todos fiquem de olhos bem atentos as redes sociais.

A questão vai além do estar por estar na rede social
O problema é que ao "abrir as portas" para o clientes falarem o que quiserem na frente de todo mundo as empresas correm o risco de se expor desnecessariamente perante ao seu público alvo.

A decisão de entrar nas redes sociais deve ser bem coordenada, senão a empresa corre o risco de ser sua FanPage ou Twitter virarem um canal de reclamações sem fim! Não é que devemos temer as reclamações dos clientes, pois certamente elas irão acontecer, o que muda é como a empresa lida com isso.

Um exemplo muito bom é o case do "Poema Bradesco" quando ao receber um pedido bem inspirado de um cliente que havia perdido o cartão em sua FanPage, em forma de poema, o Banco respondeu da mesma forma!
Veja mais detalhes na matéria da Exame.com sobre o assunto

Poema do Bradesco no Facebook

Tudo bem que não dá pra saber se foi combinado ou não, mas achei a atitude muito bacana.

Outra ação super bacana foi a do Spoleto, que ao receber uma critica através de um video no YouTube também inovou, contratou os caras e gravou um segundo video, como uma continuação do primeiro e ainda finalizou com a seguinte frase: Isso jamais deve acontecer. Mas às vezes foge ao nosso controle. Se foi mau atendido no Spoleto, conte pra gente e nos ajude a melhorar.

Veja os videos:

Parte 1, a crítica


Parte 2, a resposta


Tem também o caso da Gina Indelicada quando até se cogitou de a empresa contratar o criador do perfil.

Mas nem tudo são flores para os internautas que acham que é só ir na web e "zuar" uma empresa, veja a resposta que uma empresa de absorventes deu para um desses engraçadinhos... rs.
Entenda a história toda numa matéria muito bacana do Comunicadores.info mas só vendo o video já dá pra entender...


Sendo assim é bom pensar que a web está aí para nos comunicarmos com todos, e com certeza seremos ouvidos, mas o negócio é conservar o bom senso...

Valeu!

Fontes: Exame.com e Comunicadores.net

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A síndrome da televisão ligada

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Acabei de ler um texto muito bacana que trata do jeito como as pessoas vem se expondo nas mídias sociais, em especial o facebook, de forma a "agradar seus telespectadores" e ele chama isso de Síndrome da televisão ligada. 

Pense nisso, uma vez que nossa timeline expõe nosso dia-a-dia, muitas vezes nos preocupamos (?!) em mostrar somente o que acontece de "especial" em nossas vidas, como se assistir um filme em casa com a família no sábado a noite fosse menos "merecedor"  de um post em seu Facebook do que uma foto com cara de bêbado segurando uma latinha numa festa super legal!!!

Dica: Uma forma de escolher quais "canais" não queremos ver, é quando aparecer um post da pessoa, pare o mouse no nome dela/Amigos/Mostrar no Feed de notícias, dessa forma você desabilita o recebimento dessa super vida social, ou apologia a funk, drogas, carros importados... sem interferir em sua relação com a pessoa.

Como eu sei que, às vezes, custa muito ler um texto na íntegra, segue uma parte que vale a pena destacar.


Instagram: o “photoshop popular”.
A aquisição do Instagram pela rede social demonstra o quão superficial tem sido o nosso direcionamento neste universo on-line. Afinal, a nova rede adquirida tem como foco o compartilhamento de imagens, certo? Podemos até rotular o Instagram como um “photoshop popular”. Que tem como objetivo o compartilhamento de imagens ‘editadas’, que, com o auxilio dos inúmeros filtros disponibilizados pelo aplicativo, melhor se adapte ao estilo que o usuário gostaria de transparecer através de seu “personagem virtual”. Considerando que o usuário que se comporta como uma televisão, tem uma forte tendência a expor e absorver falsos diferenciais, por que não associar isso aos comerciais de alguns produtos? 
A ideia de associar o Instagram a um modelo de “photoshop popular” é exatamente a de uma ferramenta que, de uma maneira muito dinâmica, disponibiliza para o usuário a possibilidade de distorcer sua realidade – através dos mais diversos filtros – para torná-la mais interessante aos olhos de quem estiver ‘assistindo’. Por mais que os filtros do Instagram tornem a sua imagem em algo bacana para os outros enxergarem, a sua verdadeira experiência não foi alterada, ela se configura ali, naquele imagem que você clicou antes de distorcer que, felizmente ou infelizmente, não tinha muita graça e nem muita cor.
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O ato de benzer o prato com o Instagram antes das refeições, também detém uma ideia similar à que foi apresentada. Dificilmente você fotografa o prato que mais consome, e sim aquele que se destaque, que tenha algo especial e que valha o ‘share’. Existem propósitos que sustentem esta nova prática, é claro. Mas se a rede social consiste em ser uma extensão de quem você é, por que buscamos destacar coisas que, honestamente, não nos pertencem? E por que mantemos a convicção de que notificar o mundo do quão importante está sendo o nosso dia é extremamente necessário?
Se viajamos, já temos o desejo de mostrar para todos os “amigos da rede” que estamos em um determinado local. Muitas vezes, esquecemos que estes posts são vistos – e julgados – por uma audiência que, talvez, a gente nem queira alcançar. É como postar uma foto querendo provocar a(o) sua ex-namorada(o) e, como consequência, impactar pessoas que você adicionou recentemente e que não tinham intimidade alguma para  ”assisti-lo” tomando sol. É como gritar para todos os seus contatos da rede social que está adorando e aproveitando sua viagem no exterior, enquanto, a maior parte que visualiza – e não interage com a sua fantástica experiência – desconfia dos motivos da sua exposição. 
Estamos monitorando e sendo monitorados durante praticamente todo o tempo., Nos deixamos afetar e influenciar por coisas que sabemos que não são de verdade, e nos esforçamos para parecer aquilo que também não é de verdade. Uma mentirosa e delicada busca por aceitação em uma rede de relacionamento que, de tão etérea, chega a não existir no plano real. Afinal, é cômodo se comunicar com alguém, demonstrando algum tipo de preocupação, quando este mesmo alguém acabou de  fazer um Check-in no hospital, certo? Tanto o check-in, quanto a ‘preocupação‘, são formas superficiais que acabam por mecanizar a relação social tornando-a algo frio e superficial.


Eu indico a leitura desse texto (http://comunicadores.info/2012/07/31/a-sindrome-da-televisao-ligada/), realmente vale a pena para repensarmos nossa atuação nessa televisão.