Acabei de ler um texto muito bacana que trata do jeito como as pessoas vem se expondo nas mídias sociais, em especial o facebook, de forma a "agradar seus telespectadores" e ele chama isso de Síndrome da televisão ligada.
Pense nisso, uma vez que nossa timeline expõe nosso dia-a-dia, muitas vezes nos preocupamos (?!) em mostrar somente o que acontece de "especial" em nossas vidas, como se assistir um filme em casa com a família no sábado a noite fosse menos "merecedor" de um post em seu Facebook do que uma foto com cara de bêbado segurando uma latinha numa festa super legal!!!
Dica: Uma forma de escolher quais "canais" não queremos ver, é quando aparecer um post da pessoa, pare o mouse no nome dela/Amigos/Mostrar no Feed de notícias, dessa forma você desabilita o recebimento dessa super vida social, ou apologia a funk, drogas, carros importados... sem interferir em sua relação com a pessoa.
Como eu sei que, às vezes, custa muito ler um texto na íntegra, segue uma parte que vale a pena destacar.
Instagram: o “photoshop popular”.
A aquisição do Instagram pela rede social demonstra o quão superficial tem sido o nosso direcionamento neste universo on-line. Afinal, a nova rede adquirida tem como foco o compartilhamento de imagens, certo? Podemos até rotular o Instagram como um “photoshop popular”. Que tem como objetivo o compartilhamento de imagens ‘editadas’, que, com o auxilio dos inúmeros filtros disponibilizados pelo aplicativo, melhor se adapte ao estilo que o usuário gostaria de transparecer através de seu “personagem virtual”. Considerando que o usuário que se comporta como uma televisão, tem uma forte tendência a expor e absorver falsos diferenciais, por que não associar isso aos comerciais de alguns produtos?
A ideia de associar o Instagram a um modelo de “photoshop popular” é exatamente a de uma ferramenta que, de uma maneira muito dinâmica, disponibiliza para o usuário a possibilidade de distorcer sua realidade – através dos mais diversos filtros – para torná-la mais interessante aos olhos de quem estiver ‘assistindo’. Por mais que os filtros do Instagram tornem a sua imagem em algo bacana para os outros enxergarem, a sua verdadeira experiência não foi alterada, ela se configura ali, naquele imagem que você clicou antes de distorcer que, felizmente ou infelizmente, não tinha muita graça e nem muita cor.

O ato de benzer o prato com o Instagram antes das refeições, também detém uma ideia similar à que foi apresentada. Dificilmente você fotografa o prato que mais consome, e sim aquele que se destaque, que tenha algo especial e que valha o ‘share’. Existem propósitos que sustentem esta nova prática, é claro. Mas se a rede social consiste em ser uma extensão de quem você é, por que buscamos destacar coisas que, honestamente, não nos pertencem? E por que mantemos a convicção de que notificar o mundo do quão importante está sendo o nosso dia é extremamente necessário?
Se viajamos, já temos o desejo de mostrar para todos os “amigos da rede” que estamos em um determinado local. Muitas vezes, esquecemos que estes posts são vistos – e julgados – por uma audiência que, talvez, a gente nem queira alcançar. É como postar uma foto querendo provocar a(o) sua ex-namorada(o) e, como consequência, impactar pessoas que você adicionou recentemente e que não tinham intimidade alguma para ”assisti-lo” tomando sol. É como gritar para todos os seus contatos da rede social que está adorando e aproveitando sua viagem no exterior, enquanto, a maior parte que visualiza – e não interage com a sua fantástica experiência – desconfia dos motivos da sua exposição.
Estamos monitorando e sendo monitorados durante praticamente todo o tempo., Nos deixamos afetar e influenciar por coisas que sabemos que não são de verdade, e nos esforçamos para parecer aquilo que também não é de verdade. Uma mentirosa e delicada busca por aceitação em uma rede de relacionamento que, de tão etérea, chega a não existir no plano real. Afinal, é cômodo se comunicar com alguém, demonstrando algum tipo de preocupação, quando este mesmo alguém acabou de fazer um Check-in no hospital, certo? Tanto o check-in, quanto a ‘preocupação‘, são formas superficiais que acabam por mecanizar a relação social tornando-a algo frio e superficial.